segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Desculpa se te chamo de Amor - Federico Moccia



Eu gosto desse livro! Desde a sua dedicatória até o final.

Apesar de ser um livro clichê de romance (italiano), "Desculpa se te chamo de amor" me conquistou! Talvez porque eu pareça um pouco com a Nikki, a protagonista da história. Ela é uma menina divertida, animada e meio doidinha. Aos 17 anos, ela e suas inseparáveis amigas fazem o que tem vontade e curtem a vida do jeito delas: inconsequentes e impulsivas.

Em um acidente, Nikki e Alex, um publicitário bem sucedido de 37 anos que acabou de levar um fora da sua noiva, se encontram. Após o acidente, Nikki procura por Alex para acertarem o conserto de sua moto e a partir daí eles começam a se conhecer. 

"Mas um acidente pode ser positivo ou negativo. Depende de como você o vê. De como altera a sua vida daquele dia em diante... Não?"

Com o lema de "A vida termina quando paramos de vivê-la", Nikki fala o que pensa e faz o que dá vontade. Bem diferente de Alex, que passa a maior parte do tempo trabalhando, tentando tomar decisões planejadas e vive uma vida rotineira.
Os dois começam um romance e, apesar de se darem muito bem juntos, sofrem com as dificuldades de um relacionamento com uma grande diferença etária. 

"A vida é uma aventura com o início decidido por outros, um fim não desejado por nós e tantos entreatos escolhidos aleatoriamente pelo acaso"


Além desse relacionamento "diferente", outras coisas acontecem durante a história: Alex está em uma importante disputa no trabalho; seus amigos estão sofrendo com filhos, divórcios e traição; As amigas de Nikki também possuem uma vida amorosa típica de adolescentes.
O principal, no entanto, é o romance dos dois: as coisas que Nikki proporciona a Alex (que ele achava um completo absurdo e que nunca faria), as risadas, aventuras, desencontros e principalmente a paixão! Eles foram surpreendidos por esse amor inexplicável.

"Medo de amar. Repito, mas o que há de mais bonito? Que risco maior vale a pena correr? Como é lindo se dar completamente a uma outra pessoa, confiar nela e não ter outro desejo a não ser vê-la sorrir."

O livro tem sequência: "Desculpe, quero me casar contigo", mas acho que ele merece um outro post exclusivo, pois também gostei dele por alguns motivos especiais.

Além disso, o livro já tem filme, que traduzido se chama "Lição de Amor". Eu vi o filme antes de ler o livro, mas, como todo mundo sabe, nunca é a mesma coisa!



Desculpa se "ainda" te chamo de amor.. ;-)

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Precisamos falar sobre o Kevin - uma leitura de tirar o sossego

"quem entesoura segredos culpados acaba inevitavelmente fascinado pelas aparências".

Estava tentando adiar escrever sobre esse livro porque, honestamente e sem querer parecer piegas, é o meu favorito até agora. Lionel Shriver definitivamente entrou para a minha lista de melhores escritores. Por essa razão, tenho um pouquinho de medo de deixar alguma coisa importante passar batido.

Afirmo sem medo de errar que "Precisamos falar sobre o Kevin" não é o tipo de livro que a maioria dos leitores gosta de ler porque é um livro de difícil leitura, se comparado com o que temos visto em abundância nas livrarias hoje em dia. Uma leitura que nos faz pensar e, o que mais me assustou a respeito, nos faz refletir o quanto daquilo tudo já foi verdade também para nós.

"Imagino que seja uma noção comum, essa, a de que já estamos tão avariados que a própria avaria, em sua totalidade, acaba nos deixando mais seguros".

"Não é que a felicidade fosse insípida. É que ela não dava uma boa narrativa. E uma das nossas melhores e maiores distrações, com a velhice, é recitar, não só para os outros, como também para nós mesmos, nossa própria história".

Uma das coisas que mais me chamou atenção nessa leitura, além da capacidade indiscutível de Schriver para conectar todas as narrativas, foi a sinceridade crua e doída que Eva Khatchadourian, mãe de Kevin, usa para "conversar" com Franklin, seu marido, a respeito de sua vida, da vida de seu filho, sua vida conjugal e até mesmo a situação do país.

"Há um autoengrandecimento no lamaçal dessa mea-culpa, uma certa vaidade. A culpa confere um poder espantoso. E simplifica tudo, não só para os espectadores e vítimas, mas, sobretudo, para os culpados. Ela impõe uma ordem à escória. A culpa ensina uma lição muito clara da qual outras pessoas talvez possam obter consolo: se ao menos ela não..., e com isso torna a tragédia evitável"

Admiro de uma forma quase que física a sinceridade rasgada. Mesmo aquela que te faz se encolher por ser tão crua e despida de enfeites. Essa característica no livro, nos faz pensar a respeito de quanto nos custa fazer esse tipo de análise tardiamente, como é o caso de Eva.

"talvez eu me sentisse mais propensa a aceitar essa noção tão secular de que alguém tem de ser responsabilizado sempre que algo ruim acontece se não houvesse uma eterna auréola de inculpabilidade em volta da cabeça dos que se imaginam eternamente cercados por agentes do mal.

Nesse livro você não irá encontrar nenhum estereótipo. Nem de pai, nem de mãe, nem de filhos e menos ainda de família. Essa é outra característica que nos deixa confusos e, de certa forma, desconcertados. Estamos habituados com os estereótipos. Estamos confortáveis com os estereótipos. Por essa razão, quando lemos as descrições e os relatos de Eva ao longo de suas cartas, ficamos sem saber exatamente o que fazer com todas aquelas informações. Os sentimentos que nos são despertados vão de antipatia à total compreensão enquanto a história se desenvolve e os detalhes são revelados de maneira crescente.

Não é uma história contada de forma cronológica. As cartas passeiam entre passado e presente em todo o tempo e isso demanda dos leitores uma atenção mais apurada. Além disso, não é raro termos que voltar em algum trecho passado para ter certeza de que aquilo "faz sentido".

"às vezes, quando você se observa muito de perto, quando faz uma análise severa dos próprios sentimentos, eles fogem, esquivam-se da captura".

O tema principal de todas as cartas discorre sobre a chacina que Kevin, seu filho de 16 anos, cometeu na escola em que estudava (matando sete colegas, uma professora e um servente), no entanto, na tentativa de compreender os motivos e os culpados, outros diversos temas são levantados, como por exemplo o fator que leva os casais a terem filhos. Essa grande e irrevogável decisão de trazer ao mundo outro ser humano pelo qual você irá se responsabilizar pelo resto de sua vida.

"não vejo como alguém pode dizer que ama crianças de forma genérica, assim como ninguém vai acreditar em quem diz que ama todas as pessoas, englobando aí Pol Pot, Don Rickles e o vizinho de cima, que faz dois mil polichinelos às três da manhã".

É possível, ainda, se surpreender com as conclusões duras e corretas a que Eva chega, quando descreve a maneira condescendente e relapsa com que Franklin trata do comportamento de Kevin e como seu casamento foi amplamente afetado de forma negativa ao longo dos anos, com palavras não ditas e pequenos problemas não resolvidos que tomaram proporções inimagináveis.

"Como acontece com as torradeiras e os carros pequenos, a gente só mexe na mecânica de um casamento para resgatá-lo e repô-lo em funcionamento; não adianta muito bisbilhotar para descobrir onde foi que os cabos se romperam, antes de jogar o equipamento no lixo".

Quanto mais escrevo sobre o livro, mais tenho vontade de escrever, por isso, vou me obrigar a seguir para a conclusão.

Todas as vezes que alguém me pede indicação de um livro, esse é um dos primeiros que me vem à mente. Ele é desconcertante, duro, agonizante (em diversas partes) e, devo dizer, nada parecido com aquele livro que você fecha e dá um suspiro. Confesso, inclusive, que, ao chegar no penúltimo capítulo, fechei-o e jurei para mim mesma que não o leria mais. E ponto. Claro que não durou e fui até o final, mas, quando terminei, em vez dos suspiros, um grito ficou apertado na minha garganta e, não fossem minhas amigas leitoras, especificamente a Lígia, teria surtado porque, quando terminamos, temos uma necessidade psicológica, física e emocional de falar sobre.

Finalmente, quando terminei, não tinha certeza se me sentia angustiada por causa de Eva, de Franklin, de Kevin ou por minha própria causa e, acreditem (leiam!), não tem nada mais assustador do que perceber isso.

"É um tanto irritante, mas só podemos saber como os outros são na desconcertante e permanente presença de nós mesmos".




quarta-feira, 31 de julho de 2013

O Menino do Pijama Listrado - John Boyne



Narrado durante a segunda guerra mundial, "O Menino do Pijama Listrado" conta a história de Bruno, um garoto de 9 anos de uma família alemã. O livro foi escrito baseado nos pensamentos e experiências do garoto, que não compreendia o que estava acontecendo ao seu redor.
Seu pai, um importante seguidor de Hitler, foi transferido de Berlim para um local deserto e desconhecido por Bruno e lá ele tem que se adaptar à nova vida.

"ao redor da casa nova, não havia outras ruas, ninguém caminhando por lá ou correndo por ali, e certamente nada de lojas, nem de bancas de frutas e legumes. Quando fechava os olhos, tudo ao seu redor parecia simplesmente vazio e frio, como se ele estivesse no lugar mais solitário do mundo. No meio de lugar nenhum."
Muita coisa mudou na vida de Bruno. Soldados entravam e saiam de sua casa o tempo todo. Ele e sua irmã começaram a ter aulas em domicílio e ele sentia muita falta de ter alguém com quem brincar.
Mas, algo o intrigava: uma cerca mais adiante da sua casa, onde diversas pessoas - que ele chamava de fazendeiros - usavam diariamente um pijama azul listrado. E lá tinha crianças! Bruno não entendia porque tinha que ficar tão só, enquanto as outras crianças podiam ficar juntas.
"A cerca era muito alta, ainda maior do que a casa na qual estavam, e havia imensos mourões de madeira, como postes telegráficos, distribuídos ao longo dela, mantendo-a de pé. Sobre a cerca havia grandes rolos de arame farpado entrelaçados em espirais."

Bruno resolve explorar o ambiente ao seu redor e conhece Shmuel, um menino de sua idade que vive do outro lado da cerca.
Tudo que Bruno deseja é que eles sejam amigos e possam brincar juntos. Shmuel tenta demonstrar de forma sutil que o outro lado da cerca não é tão bom quanto Bruno imagina, que ele e sua família estão ali sendo reprimidos e maltratados.
Bruno e Shmuel tentam se encontrar todos os dias e aos poucos surge uma amizade verdadeira entre eles, fazendo com que Bruno comece a entender um pouco o que o seu pai realmente está fazendo naquele local.
"Você é o meu melhor amigo, Shmuel - disse ele - Meu melhor amigo para a vida toda."

O livro que relata os acontecimentos da guerra vistos do olhar inocente de uma criança, mostra as consequências do nazismo e da violência praticada nesse período.
O filme que estreou em 2008, é bem fiel ao livro. Vale a pena assistir!

                                  


Acho interessante pontuar umas curiosidades sobre a Segunda Guerra:

- O Holocausto é o termo referente ao extermínio de milhões de pessoas consideradas impuras pelo regime nazista: judeus, eslavos, ciganos, negros e os considerados "doentes incuráveis" (homossexuais, epiléticos, esquizofrênicos, retardados, alcoólatras, etc;)
- Os "impuros" eram enviados a campos de concentração onde foram forçados a trabalhar e a viver em péssimas condições. Auschwitz (e seus subcampos) foi o principal campo de concentração nazista;
- No filme, o pai de Bruno apresenta um vídeo de propaganda nazista dos campos de concentração de judeus e outros "inimigos do Estado". A ideia era convencer os alemães que o país precisava se livrar dessas pessoas para se tornar novamente uma raça pura;
- Em Auschwitz I foi realizado o primeiro teste com o gás Zyklon B, utilizado em câmaras do complexo para matar pessoas em massa. O "sucesso" do gás fez com que ele fosse utilizado em todas as outras câmaras. Além disso, em Auschwitz I, os médicos nazistas realizavam experiências em bebês, gêmeos e anões, além de fazerem esterilizações forçadas e experiências de hipotermia em adultos.

Grupo de judeus no campo de concentração de Auschwitz.
- Pelo menos 960.000 judeus foram exterminados em Auschwitz, além de cerca de 74.000 poloneses, 21.000 ciganos, 15.000 prisioneiros de guerra soviéticos, e 10.000 a 15.000 civis de outras nacionalidades (cidadãos soviéticos, tchecos, iugoslavos, franceses, alemães e austríacos).


sábado, 27 de julho de 2013

Simplesmente Irresistível - Rachel Gibson


A norte- americana Rachel Gibson descobriu seu talento como escritora aos 16 anos, ao sair com o carro do pai e destruí-lo num barranco. Quando chegaram, eles acreditaram que a filha tinha sido vítima de um acidente de trânsito. E, desde então, não parou mais de contar histórias, até se tornar uma das autoras mais queridas dos EUA, onde seus livros figuraram diversas vezes entre os mais vendidos do prestigioso jornal The New York Times.

Essa citação pode ser encontrada no livro “Simplesmente Irresistível”, lançado recentemente no Brasil pela editora Jardim dos Livros. A editora também é dona dos outros três livros da Rachel traduzidos por aqui. (Loucamente Sua, Sem Clima Para o Amor, Sempre Ao Seu Lado).

Preciso dizer antes de mais nada que sou fã incondicional da Rachel Gibson e vou explicar porque: são histórias totalmente possíveis de acontecer com qualquer uma de nós, meras mortais. Nada de um cara perfeito, que te ama o tempo todo, que faz tudo ser lindo, sem uma ruga de drama ou sofrimento. São personagens lindos, fortes, de nos fazerem suspirar, mas são adeptos da conquista, do charme e que mostram seus defeitos, não os mascaram, botam pra quebrar e o que tiver de ser, será!

RESENHA:

                                                       

Em Simplesmente Irresistível, John Kowalsky é o astro principal do time de Hóquei, os Chinooks de Seatle, e seu patrão Virgil, um homem velho e com dinheiro a perder de vista, irá se casar com Georgeanne Howard, uma garota Texana recém-formada, com idade para ser sua neta. O que John não sabe ao sair antes da cerimônia começar, é que deu carona para a noiva fugir de seu compromisso. Desesperado por ter entrado em uma enrascada e com medo de colocar sua carreira em risco, John quer se livrar da pobre garota o quanto antes, porém ao permitir que Georgeanne passe a noite em sua casa até decidir que rumo tomará da vida, já que é uma moça solitária, os dois acabam caindo em tentação e se enrolam juntos na mesma cama durante a madrugada a fora.

_ Sissy não é a noiva?
Ela o encarou com seus enormes olhos verdes e balançou negativamente a cabeça.
_ Eu sou.
_ Não tem graça, Georgeanne.
_ Eu sei. – choramingou. – Não acredito que deixei Virgil no altar!

No dia seguinte ele cumpre o que a cabeça lhe diz pra fazer: se livrar da garota e não arrumar problemas e acaba magoando Georgeanne mais do que ele poderia imaginar. Sete anos se passam e, inesperadamente, em um jantar beneficente, John dá de cara com uma mulher sofisticada, linda, cheia de personalidade e confiança, e seus olhos mal podem acreditar que seja a mesma Georgie que ele largou na frente do aeroporto desolada sete anos antes. Além da surpresa de reencontrá-la, ele descobre que aquela noite louca de paixão que tiveram, deu vida a uma garotinha linda, inteligente, esperta e que fez seu coração parar de bater quando descobre que a pequenina é sua filha.

Gente, a primeira vez que li esse livro foi uma tradução bem da mal feita, mas, em se tratando da Rachel, eu fui até o final e não me arrependi. A história é linda, o jeitinho da Rachel escrever e querer fazer a gente rir e chorar ao mesmo tempo é sem igual. O John é um cara enorme, lindo, musculoso, que bate em todos os adversários quando está em uma partida, mas na verdade é um homem sensível, que faz qualquer coisa pra ver sua pequena Lexie feliz. Rachel usou de toda sua criatividade pra descrever uma menininha adorável de seis anos, que mais parece um mini-papagaio de tanto que fala. Me peguei inúmeras vezes rindo alto, porque é totalmente possível imaginar uma criança na idade dela falando as coisas que ela dizia. Dá uma vontade enorme de pegar essa coisinha no colo e morder sem parar.

_Quero ter um bebê, mas mamãe diz que não.
Com cuidado, John a acomodou melhor em seu peito e tudo parecia se encaixar como um ponto de jogada única: deslizar, bater, marcar. Colocou as mãos nas pontas da madeira do carretel e relaxou mais um pouco. O queixo dele tocou a têmpora dela.
_ Bem, você é muito pequena para ter um bebê. - disse.
Lexie riu e sacudiu a cabeça.
_ Não eu! Minha mãe. Quero que minha mãe tenha um bebê.
_ E ela disse não, certo?
_ Sim, porque ela não tem marido, mas ela poderia ter um se tentasse mais.
_ Um marido?
_ Sim, e daí ela poderia ter um bebê também. Minha mãe disse que foi ao jardim e me colheu como se eu fosse uma cenoura, mas eu sei que não é verdade. Bebês não vêm do jardim. (...) Bem, um homem e uma mulher se casam e então, vão para a casa e deitam na cama. Fecham os olhos, bem apertado mesmo, e pensam bem forte. Então, um bebê vai para a barriga da mãe.
John riu, não conseguiu se controlar.
_ Sua mãe sabe que você acha que os bebês são concebidos por telepatia?

Já Georgeanne, a mocinha da história, traz consigo problemas que são bem abordados pela autora. O abandono pela mãe nos braços da avó quando ainda era um bebê, a falta que pai e mãe fazem na vida de uma criança e a dislexia. Ao longo dos primeiros capítulos, é possível entender quais são as dificuldades de leitura, escrita e contas que a personagem tem, e como ela faz para tentar amenizar essa situação e não sofrer mais constrangimentos por parte dos colegas de escola e do mundo como um todo.

Esse livro é o primeiro da série The Chinooks Hockey Team, que conta a história da vida amorosa dos jogadores do time de Hóquei Chinooks, de Seatle. Lançado no Brasil, este ainda é o único, mas segundo informações, a Jardim dos Livros adquiriu o direito de lançamento de mais 5 livros da autora, incluindo 2 desta série.

Para quem gosta de ler em inglês e não quiser esperar os lançamentos aqui no Brasil, alguns sites vendem os livros da Rachel e por um preço super em conta. Vale à pena conferir.


Como todo livro de Rachel Gibson, ele é um livro HOT, com cenas de sexo (muito bem descritas por sinal), portanto se esse tipo de leitura não te agrada, talvez seja melhor pular para a próxima resenha de uma das minhas amigas! rs

Leiam, se divirtam muito com a pequena Lexie linda de morrer Howard Kowalsky, e se apaixonem por esse casal que é tudo de bom e mais um pouco!

Melhores preços: Saraiva

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terça-feira, 23 de julho de 2013

John Green – uma história de amor à primeira leitura!




Quando escolhi recentemente “A Culpa é das Estrelas” para minha leitura e vi o nome de seu autor, não tinha a menor ideia de quem se tratava. Então, à medida que avançava, fiquei me perguntando como alguém consegue escrever exatamente da maneira como eu mesma gostaria!

Tenho o péssimo (ou ótimo) hábito de grifar as frases que mais gosto nos livros que leio e confesso que grifei muitas coisas nesse livro. As frases consagradas, que você vai encontrar em montagens no Facebook e as que fizeram muito sentido para mim, não tão consagradas.
Estava determinada a ler todos os livros dele.

O seguinte foi “O Teorema Katherine”. A sensação de familiaridade aumentou e, quando cheguei ao final, e vi que o teorema era aplicável porque foi desenvolvido por um matemático (seu amigo, professor-assistente da Universidade de Chicago e pesquisador do instituto Clay de Matemática – Daniel Biss), surtei! Já estava absolutamente apaixonada pelos anagramas (que ideia maravilhosa!), mas descobrir que o teorema era aplicável foi além das minhas expectativas! E, para aumentar ainda mais o meu amor, ele me diz que a construção do personagem Hassan com suas expressões teve dedo de seu outro amigo, Hassan! Isso é absolutamente fugging fantástico! (quem leu o livro, entenderá)

Quando terminei, senti absoluta necessidade de saber mais sobre o John (isso mesmo, fiquei íntima!). Conversando com uma amiga que divide comigo esse amor pelos livros (e pelo John), descobri que ele tem um canal no Youtube chamado Vlogbrothers (inicialmente chamava-se The Brotherhoods 2.0 Project), onde ele e seu irmão, Hank Green, gravam vídeos curtos “conversando” sobre diversos assuntos. Esses vídeos tornaram-se tão famosos que surgiu uma imensa comunidade de fãs, são os The Nerdfighters”.

John Michael Green (24/agosto/1977), de Indiana, EUA, formado em Letras e Religião pelo Kenyon College, afirma que uma das razões para escolher esse curso foi a inexistência de pré-requisitos matemáticos (atrevido, não?!). Além de escritor, é educador na University of Chicago Divinity School e crítico de literatura para o The New York Times Books Review. Casado com Sarah Green, tem dois filhos. John trabalhou durante cinco meses como capelão num hospital que tratava de crianças e adolescentes onde se inspirou para escrever “A Culpa é das Estrelas”, vencedor do Children’s Choice Book Awards como o melhor livro teen do ano.

Seu primeiro livro, que só li depois dos dois que citei acima, escrito em 2005, aos 28 anos, “Quem é você, Alaska?”, ganhou o Michael L. Printz Medal (American Library Association), como o melhor livro escrito para o público teen. Esse livro virou filme, lançado pela Paramount.

Green é um dos escritores mais queridos da atualidade nos Estados Unidos (ouso dizer que não é só lá) por sua maneira de escrever, porque seu público consegue se identificar com sua literatura e porque é, dentro do possível, acessível. Tem Twitter, página no Facebook, Canal no Youtube e interage com seus fãs através dessas ferramentas.

Os livros dele que foram traduzidos para o português são:

>> Quem é você, Alasca? - Editora Martins Fontes
>> A culpa é das estrelas - Editora Intrínseca
>> O teorema Katherine - Editora Intrínseca
>> Will e Will, um nome, um destino - Editora Galera ( escrito em parceria com David Levithan)

Além desses, Green ainda tem dois livros que não foram traduzidos para o português: Paper Towns Let It SnowÉ possível encontrar short stories e artigos para diversas revistas de sua autoria, também não traduzidos.

Para finalizar, devo dizer que também li Will e Will e sacramentei o meu amor pelo John! Sua sensibilidade e perspicácia na descrição dos personagens e seus dramas nos diz, de alguma forma, que ele sabe do que está falando e não quer dizer isso de maneira enfeitada ou indireta (exatamente o meu tipo de pessoa!). Não espere frases bonitas e clichês quando pensar em ler algum de seus livros. Espere principalmente inteligência, dignidade e sensibilidade crua, sem nhem nhem nhem, e tenho certeza de que também irá se apaixonar!

terça-feira, 16 de julho de 2013

As vantagens de ser invisível - Stephen Chbosky



SINOPSE:
"Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras - são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude."


RESENHA:

Quando me indicaram esse livro, eu admito que tinha imaginado um invisível diferente, algo de ficção. Mas o livro não tem nada disso...
Muitas pessoas não sabem, mas o "As vantagens de ser invísvel" é uma semi-autobiografia do Stephen Chbosky. Ele inspirou em momentos e sentimentos da sua vida para criar o personagem principal da trama, Charlie; Fez uma mistura de várias amigas do passado para criar a Sam; e Patrick foi uma homenagem a todos os amigos gays que ele teve e que conseguiram viver de maneira feliz, do seu jeito.

O livro reune cartas assinadas pelo Charlie, um adolescente tímido e retraído de 15 anos que está passando por um momento muito difícil da sua vida: Seu único amigo, Michael, cometeu suicidio à alguns meses e ele não compreende o por quê. Além disso, Charlie não se sente a vontade para conversar ninguém, inclusive com as pessoas da sua família. A única pessoa que se aproximou realmente dele foi sua Tia Helen, que faleceu em um acidente de carro anos atrás. 
Para dividir seus pensamentos e compartilhar os acontecimentos dos dias, Charlie começa a enviar cartas à um desconhecido, sobre qual ouviu elogios por acaso no colégio.
"Estou escrevendo porque ela disse que você me ouviria e entenderia, e não tentou dormir com aquela pessoa naquela festa, embora pudesse ter feito isso. Por favor, não tente descobrir quem ela é, porque você poderá descobrir quem eu sou, e eu não gostaria que fizesse isso. Chamarei as pessoas por nomes diferentes ou darei um nome qualquer porque não quero que descubram quem sou eu. Não estou mandando um endereço para resposta pela mesma razão. E não há nada de ruim nisso. É sério."

O livro possui uma escrita informal, algumas frases soltas, parecido como uma carta de adolescente mesmo. Nelas, Charlie descreve como é sua vida: mora com os pais e a irmã. O irmão mais velho está na faculdade, joga futebol americano e os visita de tempos em tempos. A irmã "é muito bonita, e má com os garotos, e é a filha do meio."

Aos poucos vão aparecendo as pessoas que começam a mudar a vida de Charlie: Bill, seu professor de inglês, reconhece o gosto pela leitura do garoto e começa a passar livros e trabalhos extras. Sua intenção é treinar a capacidade de compreensão e escrita de Charlie. 
Na aula de trabalho manuais, Charlie conhece Patrick, mas só começa a conversar com ele no dia que o encontra em um jogo de futebol americano. Patrick está acompanhado de Sam, sua "meia-irmã" (pai de Patrick se casou com a mãe de Sam), e a partir daí eles se tornam amigos.

Patrick e Sam tem um jeito divertido e espontâneo de viver a vida. Dão valor a pequenos momentos, sentimentos e sensações. Possuem um grupo de amigos veteranos que recebem bem Charlie. Juntos, eles vão em festas, dançam, usam drogas e apresentam a Charlie uma vida que ele não conhecia, onde ele pode ser ele mesmo, sem medo ou vergonha do que as outras pessoas vão pensar.
"eu acho que somos quem somos por várias razões. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas. Mas mesmo que não tenhamos o poder de escolher quem vamos ser, ainda podemos escolher aonde iremos a partir daqui. Ainda podemos fazer coisas. E podemos tentar ficar bem com elas."

O livro que foi proibido em algumas escolas dos Estados Unidos por falar de sexo, drogas, homosexualidade, suicídio e outros assuntos polêmicos, te faz pensar sobre como interpretamos a vida e reflete como é a vida de vários adolescentes que se parecem com Charlie.
"É estranho, porque às vezes eu leio um livro e acho que sou a pessoa do livro."

O livro já virou filme, muito bom inclusive! Além de ser repleto de músicas excelentes. Vale a pena escutá-las enquanto lê para sentir como os personagens estavam se sentindo no momento.
Mas a principal lição que o livro nos passa é que nós somos infinitos!


sábado, 13 de julho de 2013

As alucinadas!

Nada como uma paixão em comum para aproximar as pessoas!
Começamos a conversar em um grupo sobre livros da internet e marcamos um encontro para conhecermos pessoalmente. apesar dos receios de cada uma em relação ao encontro, o meu pensamento era: "como isso pode dar errado?", afinal temos uma paixão em comum, um amor por livros e consequentemente não tinha como ficarmos sem assunto.
Dito e feito! O encontro foi um sucesso! Vários livros em comum e principalmente váaaarias indicações. Saímos de lá com mais livros na lista de "para ler" e novas companhias para se abrir sobre as angustias e risadas de cada livro.

Esse blog é um fruto dessa alucinação por livros: um lugar para escrever sobre cada história inesquecivel que essas páginas nos proporcionam.

"Um leitor vive mil vidas antes de morrer, o homem que nunca lê vive apenas uma." (George R. R. Martin)

Quer saber mais sobre nós? Leia: "Quem somos"