terça-feira, 16 de julho de 2013

As vantagens de ser invisível - Stephen Chbosky



SINOPSE:
"Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras - são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude."


RESENHA:

Quando me indicaram esse livro, eu admito que tinha imaginado um invisível diferente, algo de ficção. Mas o livro não tem nada disso...
Muitas pessoas não sabem, mas o "As vantagens de ser invísvel" é uma semi-autobiografia do Stephen Chbosky. Ele inspirou em momentos e sentimentos da sua vida para criar o personagem principal da trama, Charlie; Fez uma mistura de várias amigas do passado para criar a Sam; e Patrick foi uma homenagem a todos os amigos gays que ele teve e que conseguiram viver de maneira feliz, do seu jeito.

O livro reune cartas assinadas pelo Charlie, um adolescente tímido e retraído de 15 anos que está passando por um momento muito difícil da sua vida: Seu único amigo, Michael, cometeu suicidio à alguns meses e ele não compreende o por quê. Além disso, Charlie não se sente a vontade para conversar ninguém, inclusive com as pessoas da sua família. A única pessoa que se aproximou realmente dele foi sua Tia Helen, que faleceu em um acidente de carro anos atrás. 
Para dividir seus pensamentos e compartilhar os acontecimentos dos dias, Charlie começa a enviar cartas à um desconhecido, sobre qual ouviu elogios por acaso no colégio.
"Estou escrevendo porque ela disse que você me ouviria e entenderia, e não tentou dormir com aquela pessoa naquela festa, embora pudesse ter feito isso. Por favor, não tente descobrir quem ela é, porque você poderá descobrir quem eu sou, e eu não gostaria que fizesse isso. Chamarei as pessoas por nomes diferentes ou darei um nome qualquer porque não quero que descubram quem sou eu. Não estou mandando um endereço para resposta pela mesma razão. E não há nada de ruim nisso. É sério."

O livro possui uma escrita informal, algumas frases soltas, parecido como uma carta de adolescente mesmo. Nelas, Charlie descreve como é sua vida: mora com os pais e a irmã. O irmão mais velho está na faculdade, joga futebol americano e os visita de tempos em tempos. A irmã "é muito bonita, e má com os garotos, e é a filha do meio."

Aos poucos vão aparecendo as pessoas que começam a mudar a vida de Charlie: Bill, seu professor de inglês, reconhece o gosto pela leitura do garoto e começa a passar livros e trabalhos extras. Sua intenção é treinar a capacidade de compreensão e escrita de Charlie. 
Na aula de trabalho manuais, Charlie conhece Patrick, mas só começa a conversar com ele no dia que o encontra em um jogo de futebol americano. Patrick está acompanhado de Sam, sua "meia-irmã" (pai de Patrick se casou com a mãe de Sam), e a partir daí eles se tornam amigos.

Patrick e Sam tem um jeito divertido e espontâneo de viver a vida. Dão valor a pequenos momentos, sentimentos e sensações. Possuem um grupo de amigos veteranos que recebem bem Charlie. Juntos, eles vão em festas, dançam, usam drogas e apresentam a Charlie uma vida que ele não conhecia, onde ele pode ser ele mesmo, sem medo ou vergonha do que as outras pessoas vão pensar.
"eu acho que somos quem somos por várias razões. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas. Mas mesmo que não tenhamos o poder de escolher quem vamos ser, ainda podemos escolher aonde iremos a partir daqui. Ainda podemos fazer coisas. E podemos tentar ficar bem com elas."

O livro que foi proibido em algumas escolas dos Estados Unidos por falar de sexo, drogas, homosexualidade, suicídio e outros assuntos polêmicos, te faz pensar sobre como interpretamos a vida e reflete como é a vida de vários adolescentes que se parecem com Charlie.
"É estranho, porque às vezes eu leio um livro e acho que sou a pessoa do livro."

O livro já virou filme, muito bom inclusive! Além de ser repleto de músicas excelentes. Vale a pena escutá-las enquanto lê para sentir como os personagens estavam se sentindo no momento.
Mas a principal lição que o livro nos passa é que nós somos infinitos!


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