A norte- americana Rachel Gibson descobriu seu talento como
escritora aos 16 anos, ao sair com o carro do pai e destruí-lo num barranco.
Quando chegaram, eles acreditaram que a filha tinha sido vítima de um acidente
de trânsito. E, desde então, não parou mais de contar histórias, até se tornar
uma das autoras mais queridas dos EUA, onde seus livros figuraram diversas
vezes entre os mais vendidos do prestigioso jornal The New York Times.
Essa citação pode ser encontrada no livro “Simplesmente
Irresistível”, lançado recentemente no Brasil pela editora Jardim dos Livros. A editora também é dona dos outros três livros da Rachel traduzidos por aqui. (Loucamente Sua, Sem Clima Para o Amor, Sempre Ao Seu Lado).
Preciso dizer antes de mais nada que sou fã incondicional
da Rachel Gibson e vou explicar porque: são histórias totalmente possíveis de
acontecer com qualquer uma de nós, meras mortais. Nada de um cara perfeito, que
te ama o tempo todo, que faz tudo ser lindo, sem uma ruga de drama ou
sofrimento. São personagens lindos, fortes, de nos fazerem suspirar, mas são
adeptos da conquista, do charme e que mostram seus defeitos, não os mascaram,
botam pra quebrar e o que tiver de ser, será!
RESENHA:
Em Simplesmente Irresistível, John Kowalsky é o astro
principal do time de Hóquei, os Chinooks de Seatle, e seu patrão Virgil, um
homem velho e com dinheiro a perder de vista, irá se casar com Georgeanne
Howard, uma garota Texana recém-formada, com idade para ser sua neta. O que
John não sabe ao sair antes da cerimônia começar, é que deu carona para a noiva
fugir de seu compromisso. Desesperado por ter entrado em uma enrascada e com
medo de colocar sua carreira em risco, John quer se livrar da pobre garota o
quanto antes, porém ao permitir que Georgeanne passe a noite em sua casa até
decidir que rumo tomará da vida, já que é uma moça solitária, os dois acabam
caindo em tentação e se enrolam juntos na mesma cama durante a madrugada a fora.
_ Sissy não é a noiva?
Ela o encarou com seus enormes olhos verdes e balançou
negativamente a cabeça.
_ Eu sou.
_ Não tem graça, Georgeanne.
_ Eu sei. – choramingou. – Não acredito que deixei Virgil no
altar!
No dia seguinte ele cumpre o que a cabeça lhe diz pra fazer: se livrar da garota e não arrumar problemas e acaba magoando Georgeanne mais
do que ele poderia imaginar. Sete anos se passam e, inesperadamente, em um jantar
beneficente, John dá de cara com uma mulher sofisticada, linda, cheia de
personalidade e confiança, e seus olhos mal podem acreditar que seja a mesma
Georgie que ele largou na frente do aeroporto desolada sete anos antes. Além da
surpresa de reencontrá-la, ele descobre que aquela noite louca de paixão que
tiveram, deu vida a uma garotinha linda, inteligente, esperta e que fez seu
coração parar de bater quando descobre que a pequenina é sua filha.
Gente, a primeira vez que li esse livro foi uma tradução bem
da mal feita, mas, em se tratando da
Rachel, eu fui até o final e não me arrependi. A história é linda, o jeitinho da
Rachel escrever e querer fazer a gente rir e chorar ao mesmo tempo é sem igual.
O John é um cara enorme, lindo, musculoso, que bate em todos os adversários
quando está em uma partida, mas na verdade é um homem sensível, que faz qualquer
coisa pra ver sua pequena Lexie feliz. Rachel usou de toda sua criatividade pra
descrever uma menininha adorável de seis anos, que mais parece um mini-papagaio
de tanto que fala. Me peguei inúmeras vezes rindo alto, porque é totalmente
possível imaginar uma criança na idade dela falando as coisas que ela dizia. Dá uma vontade enorme de pegar essa coisinha no colo e morder sem parar.
_Quero ter um bebê, mas mamãe diz que não.
Com cuidado, John a acomodou melhor em seu peito e tudo parecia se encaixar como um ponto de jogada única: deslizar, bater, marcar. Colocou as mãos nas pontas da madeira do carretel e relaxou mais um pouco. O queixo dele tocou a têmpora dela.
_ Bem, você é muito pequena para ter um bebê. - disse.
Lexie riu e sacudiu a cabeça.
_ Não eu! Minha mãe. Quero que minha mãe tenha um bebê.
_ E ela disse não, certo?
_ Sim, porque ela não tem marido, mas ela poderia ter um se tentasse mais.
_ Um marido?
_ Sim, e daí ela poderia ter um bebê também. Minha mãe disse que foi ao jardim e me colheu como se eu fosse uma cenoura, mas eu sei que não é verdade. Bebês não vêm do jardim. (...) Bem, um homem e uma mulher se casam e então, vão para a casa e deitam na cama. Fecham os olhos, bem apertado mesmo, e pensam bem forte. Então, um bebê vai para a barriga da mãe.
John riu, não conseguiu se controlar.
_ Sua mãe sabe que você acha que os bebês são concebidos por telepatia?
Já Georgeanne, a mocinha da história, traz consigo problemas
que são bem abordados pela autora. O abandono pela mãe nos braços da avó quando
ainda era um bebê, a falta que pai e mãe fazem na vida de uma criança e a
dislexia. Ao longo dos primeiros capítulos, é possível entender quais são as
dificuldades de leitura, escrita e contas que a personagem tem, e como ela faz
para tentar amenizar essa situação e não sofrer mais constrangimentos por parte
dos colegas de escola e do mundo como um todo.
Esse livro é o primeiro da série The Chinooks Hockey Team, que conta a história da
vida amorosa dos jogadores do time de Hóquei Chinooks, de Seatle. Lançado no
Brasil, este ainda é o único, mas segundo informações, a Jardim dos Livros
adquiriu o direito de lançamento de mais 5 livros da autora, incluindo 2 desta
série.
Para quem gosta de ler em inglês e não quiser esperar os
lançamentos aqui no Brasil, alguns sites vendem os livros da Rachel e por um
preço super em conta. Vale à pena conferir.
Como todo livro de Rachel Gibson, ele é um livro HOT, com cenas de
sexo (muito bem descritas por sinal), portanto se esse tipo de leitura não te
agrada, talvez seja melhor pular para a próxima resenha de uma das minhas amigas! rs
Leiam, se divirtam muito com a pequena Lexie linda de morrer
Howard Kowalsky, e se apaixonem por esse casal que é tudo de bom e mais um pouco!
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